A Petrobras é sugada por parasitas financeiros

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O Le Monde Diplomatique Brasil lançou na sua atual edição (Ano 9, Número 98) uma boa matéria sobre o desmonte do maior patrimônio do povo brasileiro, a Petrobrás. Não é novidade – o processo é denunciado há algum tempo e me lembro de meus amigos falarem do domínio do capital estrangeiro sobre a “estatal”.  O economista Adriano Benayon, esse campeão da soberania nacional, já denuncia e expõe o processo de desnacionalização da Petrobras há anos. Por ser uma discussão emergencial e considerar a matéria relevante, decidi trazer um trecho em especial.

É uma desgraça política que nem dentro de setores “politizados” se leve a sério o domínio de interesses estrangeiros na economia e na política brasileira – um problema que diz respeito a questões últimas de soberania, de paz e guerra, vida e morte. Todos falam de um “país do futuro”, mas nessas condições não verás país nenhum.

O circo já está todo armado. Enquanto José Serra espuma no Senado, Dilma Roussef entrega o patrimônio do planalto. Governistas capitulam frente a alienação de 40% das ações preferencias e silenciam frente ao plano de vender 60% do sistem Petrobras, assim como defenderam (feito legítimos hipócritas e traidores) as rodadas do petróleo de Luiz Inácio. Menos para a Petrobrás, mais para as empresas. Mais tarde veio o Leilão de Libra, também defendido pelos fanáticos, que entregou 60%, com o estrangeiro pagando 3 bilhões de dólares por um patrimônio de 300 bi. Ainda fomos humilhados em rede nacional por uma presidente que falava confiante que “leilão não é privatização”, mentira! Os governistas sequer defenderam o próprio programa na hora que seu governo recuou quanto a construção de refinarias. O governo reduz 37% dos investimentos e vende metade do patrimônio. A “oposição” é pior ainda, claro, o que poderíamos esperar daqueles que de certa forma começaram a grande corrida da privatização? José Serra quer mostrar que tudo que é ruim pode piorar, que ele é um servo mais leal do que Dilma Roussef, por isso nos presenteia com a PL 131/2015, pra dar 100% ao invés de “só 70” para as multinacionais.

Na verdade, a Petrobrás já é uma fortaleza assaltada, posição estratégica para um ataque mais profunda da rapina contra o Brasil. A Petrobras é pilar da soberania nacional, de nossa força e de nosso desenvolvimento. Não são só milhares de empregos (cada vez mais cortados e substituídos por terceirizados – trabalhadores explorados num modelo que favorece a corrupção no setor público). A Petrobras não é ineficiente e não é deficitária, é sim uma enorme potência econômica, que controla recursos vastíssimos, uma das mais valorizadas do mundo e que produz barris com custo mais baixo que as multinacionais. Do ponto de vista da produção, a empresa é uma potência e seus “prejuízos” são na esfera da especulação (somando com a contabilização de propinas projetadas).

O trecho a seguir da matéria fala de capital financeiro – esse todo-poderoso na tal fase imperialista do capitalismo. É preciso retomar a Petrobras e com um ela um projeto nacional – a Petrobras deve servir o povo e não parasitas financeiros. Os parasitas financeiros sugam a Petrobras, sugam o Brasil, não estão contentes e querem sugar mais, querem que o Brasil seja um exportador de óleo cru e playground de grandes capitalistas. Para isto, contam com governantes fracos no executivo e servos no legislativo.

Diz Nazareno Godeiro:

“De acordo com o Relatório da Administração da Petrobras 2014, a propriedade do capital total social da Petrobras se dividia em abril de 2015, com 54% sob posse privada, a maior parte de origem estrangeira (36% do total): Bank of New York Mellon, BNP, GAP, Credit Suisse, CItibank, HSBC, L.P. Morgan, Santander, BlackRock. Ao governo cabiam os demais 46%.

Uma pesquisa para averiguar os donos desses bancos leva às duas famílias mais ricas do capitalismo mundial: Rockefeller e Rothschild. Isso significa que a maior parte dos lucros da Petrobras serve ao enriquecimento de bancos internacionais, e não para re-investir na própria empresa, obrigando a companhia a se endividar.

[RP: GOVERNO SERVO DE CREDORES E ESCRAVO DOS JUROS – OU COMO SE NÃO BASTASSE A DÍVIDA PÚBLICA]  4. O alto endividamento da Petrobras com os bancos internacionais

A Petrobras tem uma dívida de R$ 319 bilhões, representando o valor da produção de cinco anos da empresa. Esse alto endividamento gera uma bola de neve, obrigando a companhia a exportar óleo cru barato para arrecadar dólares e pagar a dívida – um círculo vicioso e destrutivo.

Esse crédito deveria ser garantido pelo BNDES. Porém, mais uma vez inexplicavelmente, o Banco Central, dirigido pelo PT, proibiu o BNDES de emprestar dinheiro a Petrobras. Caso o governo Dilma quisesse de fato defender a companhia, pararia de emprestar somas bilionárias aos grandes empresários nacionais e internacionais para bancar o crescimento da estatal.

 

 

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